Veja o que é #FATO ou #FAKE nas falas dos presidenciáveis no debate do SBT

Oito candidatos participaram do debate: Alvaro Dias, Cabo Daciolo, Ciro Gomes, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles e Marina Silva.

Candidatos a presidente participam de debate do SBT; da esquerda para a direita: Fernando Haddad, Alvaro Dias, Cabo Daciolo, Guilherme Boulos, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Henrique Meirelels — Foto: Lourival Ribeiro e Gabriel Cardoso/SBT

Oito candidatos à Presidência da República participaram nesta quarta-feira (26) de um debate do SBT, em parceria com o jornal “Folha de S.Paulo” e o portal UOL.

Estiveram presentes Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). O debate foi mediado pelo jornalista Carlos Nascimento.

A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos políticos. Leia:

ALVARO DIAS

“Veja como as pessoas são diferentes, ele (primeiro suplente de Alvaro Dias no Senado, Joel Malucelli) já encaminhou à mesa do Senado uma carta abrindo mão da possibilidade de assumir o Senado enquanto este impasse não for dirimido, enquanto não houver conclusão deste inquérito”

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A declaração é #FATO. Veja o porquê: A afirmação de que o 1º suplente de Alvaro Dias no Senado, Joel Malucelli, encaminhou uma carta se licenciando da suplência é verdadeira.

O suplente Joel Malucelli foi denunciado, junto com o ex-governador do Paraná Beto Richa, pelo Ministério Público do Paraná no âmbito da Operação Rádio Patrulha, no dia 25 de setembro.

Malucelli foi acusado de corrupção ativa e fraude a licitação, num esquema de desvio de dinheiro de obras de recuperação de estradas no estado.

O empresário se entregou no dia 14 de setembro, após ter a prisão decretada no dia 11 junto com Richa e mais 13 pessoas.

Todos os presos na operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-PR, foram soltos por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite do dia 14.

A Secretaria Geral da Mesa do Senado diz, no entanto, que a carta não tem validade e que para abrir mão da suplência ele precisa apresentar a renúncia.

“Fui realmente do PSDB, apoiei o governo durante sete meses, mas fui expulso porque apoiei a instalação de uma CPI para investigar corrupção”

Não é bem assim — Foto: G1Não é bem assim — Foto: G1

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#NÃO É BEM ASSIM. Veja o porquê: O senador Alvaro Dias ingressou pela primeira vez no PSDB em 22 de junho de 1995. Em 1998, foi eleito senador do Paraná pelo partido, passando a compor a base aliada do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Em maio de 1999, pouco depois de assumir, o senador ainda fazia discursos defendendo o governo, mas a partir de junho já fazia críticas à política econômica. Mesmo assim, em votações importantes para o governo nos anos seguintes, Dias votou conforme a orientação do Palácio do Planalto.

Apenas em 26 de setembro de 2001, ou seja, mais de 74 meses depois de ingressar no partido e com 30 meses de base aliada, Alvaro Dias comunicou ao Senado que ele e seu irmão, o também senador Osmar Dias, estavam se desfiliando do PSDB e ingressando no PDT. Isso antes que fossem expulsos do partido, como ameaçava o então presidente da legenda, José Aníbal. Os irmãos chegaram a ser formalmente afastados das funções partidárias, mas se desligaram voluntariamente do partido antes que a expulsão fosse oficializada.

Nas eleições de 2002, Alvaro Dias foi candidato ao governo do Paraná pelo PDT, mas acabou derrotado. No ano seguinte, em 2003, o senador voltou ao PSDB. Em 19 de agosto daquele ano, Dias começou seu discurso afirmando que era com “dupla satisfação” que retornava à tribuna e que o fazia reintegrando-se ao PSDB. Dias permaneceu no partido por 13 anos, chegando a ser líder do PSDB no Senado. Em 2016, deixou o partido para ingressar no PV e, mais tarde, mudou novamente, para o Podemos, legenda pela qual disputa a Presidência da República.

CABO DACIOLO

“Eu estou falando de R$ 2 bi e 600 que saiu da saúde, que saiu da educação. Nós nem aceitamos esse dinheiro”

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A declaração é #FATO. Veja o porquê: O fundo partidário é um dinheiro previsto anualmente no Orçamento para manutenção das legendas políticas do país. Em 2018, o orçamento da União reservou R$ 888 milhões para este fundo — e o TSE autorizou que os recursos sejam utilizados nas campanhas eleitorais.

Já o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundo eleitoral, criado pela lei 13.487/2017, reservou R$ 1,7 bilhão do orçamento federal para a realização de campanhas pelos partidos. Juntos, os dois fundos somam aproximadamente R$ 2,6 bilhões que podem ser utilizados pelos partidos nas eleições.

Apesar do Patriota, partido do candidato Cabo Daciolo, ter direito a R$ 9,9 milhões do fundo eleitoral e já ter recebido até setembro R$ 4,13 milhões do fundo partidário, as contas eleitorais do candidato apontam que o dinheiro, de fato, não foi usado. Não houve até agora repasse destes valores para a campanha. Daciolo informa ao Tribunal Superior Eleitoral R$ 9,1 mil em receitas, provenientes de um financiamento coletivo.

“Há fraude nas urnas eletrônicas”

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A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Nunca houve uma fraude comprovada nas urnas eletrônicas brasileiras, que são utilizadas desde 1996. No último dia 18, a ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez uma defesa da confiabilidade das urnas e classificou as críticas aos equipamentos como “desconectada da realidade”. No dia seguinte, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou que as urnas eletrônicas são “totalmente confiáveis”.

Em 2014, após a derrota de Aécio Neves para Dilma Rousseff na eleição presidencial, o PSDB realizou, após ser autorizado pelo TSE, uma auditoria independente nas urnas eletrônicas por meio de técnicos contratados pela legenda. No relatório, divulgado um ano depois, o partido afirmou não ter encontrado fraudes no sistema de votação.

CIRO GOMES

“O Brasil precisa de um projeto nacional de desenvolvimento e nós avançamos muito. Somos a economia que mais cresceu do pós-guerra aos anos 80”

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A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Levantamento com base em informações do banco de dados Total Economy Database, do The Conference Board — organização internacional de pesquisa econômica mantida por governos, universidades e multinacionais — mostra que, apesar de a economia brasileira ter sido uma das que mais cresceram no mundo entre as décadas de 1950 e 1980, houve, pelo menos, outros 13 países com crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) maior do que o do Brasil ao longo desses 30 anos.

Segundo os dados do The Conference Board comparando o PIB de 101 países, Emirados Árabes Unidos (11,3%), Omã (9,6%), Arábia Saudita (9,5%), Taiwan (9,1%), Iraque (8,6%), Israel (8,4%), Hong Kong (8,2%), Jordânia (8,1%), Japão (7,9%), Singapura (7,8%), Catar (7,6%), Coreia do Sul (7,5%) e Tailândia (6,9%) cresceram, em média, mais que o Brasil entre o pós-guerra e os anos 80.

Neste intervalo de três décadas, a economia brasileira cresceu, em média, 6,8% ao ano.

“O meu estado [Ceará] tem a menor mortalidade infantil do Brasil, sendo um dos estados mais pobres do país”

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A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que em 2016, estatística mais recente disponível, a taxa de mortalidade infantil no estado do Ceará foi de 14,3 mortos para mil nascidos vivos.

Naquele mesmo ano, nove unidades da federação tiveram uma taxa menor: Santa Catarina (8,8 para mil nascidos vidos), Rio Grande do Sul (10,2 para mil nascidos vivos), Distrito Federal (10,3 para mil nascidos vivos), Paraná (10,5 para mil nascidos vivos), São Paulo (11,1 para mil nascidos vivos), Espírito Santo (11,7 para mil nascidos vivos), Mato Grosso do Sul (12,9 para mil nascidos vivos), Rio de Janeiro (13,6 para mil nascidos vivos) e Minas Gerais (13,8 para mil nascidos vivos).

Apesar de ser o décimo colocado do ranking nacional de unidades da federação nesse indicador, o Ceará possui a menor taxa de mortalidade infantil da região Nordeste.

“Todas as pesquisas mostram que ganho do Haddad e do Bolsonaro no segundo turno”

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A declaração é #FATO. Veja o porquê: De acordo com a última pesquisa Datafolha com intenções de voto para presidente, divulgada em 20 de setembro, Ciro Gomes vence tanto Jair Bolsonaro quanto Fernando Haddad em um eventual segundo turno. No primeiro cenário, o pedetista soma 45% dos votos, contra 39% de Bolsonaro. Já contra o petista, Ciro tem 42% das intenções de voto contra 31% de Haddad.

pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (26) também mostra vitória de Ciro em um segundo turno contra Bolsonaro, com 44% das intenções de voto contra 33% do candidato do PSL. O Ibope, no entanto, não fez a simulação de um eventual segundo turno entre Ciro e Haddad.

FERNANDO HADDAD

“Levei universidades federais para 126 municípios do país que não tinham oportunidade educacional. Levei institutos federais para 214 cidades do país”

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A declaração é #FATO. Veja o porquê: Segundo o relatório “Expansão da Educação Superior e Profissional e Tecnológica”, do Ministério da Educação (MEC), no governo Lula (2003-2010), o número de cidades atendidas por universidades federais cresceu em 116: eram 114 municípios atendidos em 2002, e chegaram a 230 em 2010. De acordo com o MEC, em 2011 e 2012, ano em que Haddad deixou o ministério para ser prefeito de São Paulo, mais 11 cidades passaram a contar com campi universitários, ou seja, uma expansão para 127 municípios no período.

De 2003 a 2010, foram criadas 214 unidades de institutos federais e o número de municípios atendidos cresceu de 120 para 321, o que significou uma expansão para 201 cidades. No período de 2011 e 2012, foram criadas outras 90 unidades, de acordo com levantamento do MEC.

“Fui ministro da Educação do Lula por muitos anos, sete anos. E graças ao seu apoio eu pude abrir a porta das universidades pro jovem trabalhador: ProUni, 2 milhões de bolsas; universidades federais Brasil afora, todas as cidades-polo do país e sobretudo do interior; Fies sem fiador. Grandes projetos de inclusão”

Não é bem assim — Foto: G1Não é bem assim — Foto: G1

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#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: Programa Universidade para Todos (ProUni) foi criado durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula, mas o ministro da Educação na época era Tarso Genro. Haddad era o secretário-executivo da pasta e só assumiu o Ministério da Educação (MEC) em 29 de julho de 2005. Ele permaneceu no cargo até janeiro de 2012. No período, o Prouni ofertou 1,382 milhão de bolsas, e não 2 milhões, como afirma o candidato.

Haddad também cita como feito de sua gestão a dispensa de um fiador para inscrição no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). A mudança foi, de fato, implementada pelo governo Lula em 20 de outubro de 2010, quando Fernando Haddad era ministro.

“(Levei) banda larga pra todas as escolas urbanas”

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A declaração é #FAKE. Veja o porquê: O Censo Escolar de 2013, referente a 2012, último ano em que Haddad ocupou o Ministério da Educação, mostra que 70% das escolas públicas urbanas do país dispunham de banda larga naquele ano, o equivalente a 57.010 instituições. Mesmo entre as escolas federais, esse percentual era de 91%. Os dados foram compilados pelo portal de educação Qedu, a partir dos microdados do Censo divulgados pelo Inep.

“A sentença que o condenou (Lula) não para de pé. Não apresentaram uma única prova contra ele”

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A declaração é #FAKE. Veja o porquê: O ex-presidente Lula foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão na Operação Lava Jato, em julho de 2017, no caso que envolve um triplex no Guarujá (SP). O juiz Sérgio Moro baseou a decisão em provas documentais, periciais e testemunhais.

Veja o resumo das provas consideradas por Moro para condenar Lula:

  • documentos apreendidos na casa de Lula sobre o triplex;
  • documentos apreendidos na sede da cooperativa Bancoop;
  • documentos apreendidos na OAS;
  • notas fiscais da OAS e outras empresas contendo itens da reforma do imóvel;
  • mensagens de celular de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, se referindo ao projeto do “chefe” e para marcar com a “madame”;
  • mensagens no celular de Paulo Gordilho, arquiteto e ex-executivo da OAS, citando reformas em “sítio” e “praia”;
  • testemunhos de Paulo Gordilho declarando que tinha conhecimento de que o triplex estava reservado para Lula desde 2011;
  • mensagens no celular de Marcos Ramalho, executivo da OAS, citando visita ao triplex de Fábio Luis, filho de Lula, em 2014;
  • testemunhos de funcionários da OAS que disseram que a empreiteira não costumava personalizar imóveis à venda;
  • testemunho de gerente da OAS, que disse ter acompanhado visita de Lula e Marisa ao triplex no início de 2014;
  • testemunho de engenheira da OAS, que disse que acompanhou visita de Marisa e Fábio ao apartamento em agosto de 2014;
  • testemunho de funcionário da empresa Kitchens, que confirmou a contratação para duas cozinhas, no triplex e de um sítio em Atibaia;
  • testemunho de sócio da Tallento, que disse que acompanhou visita de Marisa e Fábio ao triplex;
  • testemunho de zelador do Solaris, que confirmou visita de Lula e Marisa e de nenhum terceiro;
  • depoimento de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, confirmando o esquema criminoso da Petrobras e que se reuniu com Lula para tratar do triplex em 2014;

    Na decisão na 2ª instância do caso do ex-presidente, em que os desembargadores mantiveram a condenação e aumentaram a pena para 12 anos e 1 mês, também foram consideradas provas documentais. O relator João Pedro Gebran Neto citou em seu voto, por exemplo, a existência de documentos rasurados sobre o imóvel no condomínio em Guarujá encontrados na casa de Lula e na Bancoop.

    GERALDO ALCKMIN

    “São Paulo cresceu no Ideb no primeiro ciclo, cresceu no segundo ciclo e perdeu 0,1 no ensino médio, mas os nossos melhores alunos, que fazem vestibulinho, estão no Paula Souza. Então o Inep e o MEC deveriam, na próxima prova, permitir que eles também fossem avaliados”

    Não é bem assim — Foto: G1

    Não é bem assim — Foto: G1

    #NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: Os alunos de escolas técnicas, como os do Centro Paula Souza, foram, sim, avaliados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), em 2017.

    As notas só não foram computadas no indicador para “manter a comparabilidade da série histórica”, segundo nota técnica divulgada no dia 29 de agosto pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

    De acordo com o mesmo documento, os dados do ensino médio técnico, bem como as possibilidades de resultados a partir destes dados, serão “objeto de estudo da DAEB (Diretoria de Avaliação da Educação Básica)”.

    Os outros dados citados por Alckmin, entretanto, estão corretos. Em relação a 2015, o Ideb das escolas estaduais de São Paulo de 2017 cresceu 0,1 (de 6,4 para 6,5) no primeiro ciclo, que avalia até o 5º ano do ensino fundamental. No segundo ciclo, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, o índice também aumentou em 0,1 (de 4,7 para 4,8). No ensino médio, caiu 0,1 (de 3,9 para 3,8).

    Os dois últimos ciclos da educação básica ficaram abaixo das metas estipuladas pelo governo para o ano de 2017. O objetivo era que o Ideb do ensino médio chegasse a 4,6, mas o índice fechou em 3,8. Para o fim do ensino fundamental, era de 5,3 e ficou em 4,8. Somente os anos iniciais do ensino fundamental superaram as expectativas: em vez de 6,1 como planejado, a marca foi de 6,5.

    “Nós investimos muito aqui em São Paulo na moradia. 1% do ICMS é só para moradia”

    Não é bem assim — Foto: G1

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    #NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: Entre 2011 e 2017, durante a gestão de Geraldo Alckmin, por três vezes o governo estadual não investiu o mínimo em habitação previsto em lei, de 1% do ICMS. Em 2012, 2015 e 2016 os valores investidos foram, respectivamente, 0,998%, 0,808% e 0,753% do arrecadado com ICMS.

    Os dados de investimento em habitação foram obtidos pela equipe do Fato ou Fake com o próprio governo via Lei de Acesso à Informação. Os números da arrecadação com o ICMS são da Secretaria Estadual da Fazenda.

    A obrigatoriedade de investimento de 1% do ICMS com habitação em São Paulo surgiu com a Lei 6.556 de 30 de novembro de 1989, sancionada pelo então governador Orestes Quércia.

    “Fomos nós que descobrimos [a máfia da merenda]”

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    #NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: A investigação da máfia das merendas se deu em duas etapas. Primeiro, houve o depoimento de um ex-funcionário da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) e a coleta de indícios de fraude, com gravação de conversas telefônicas, ambos no segundo semestre de 2015. O depoimento do ex-funcionário ocorreu no 1º Distrito Policial de Bebedouro, cidade do interior paulista onde fica a sede da Coaf.

    Depois, no primeiro semestre de 2016, a Operação Alba Branca prendeu suspeitos e apreendeu documentos sobre a suspeita de fraude em licitações da merenda escolar. Desde o início dessa primeira etapa, a investigação foi feita em conjunto e contou com a participação de dois grupos da Polícia Civil (1º Distrito Policial e Delegacia Seccional de Bebedouro) e dois do Ministério Público Estadual (Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Bebedouro).

    Apesar de a Polícia Civil estar subordinada à Secretaria Estadual da Segurança Pública, os dois grupos do Ministério Público não fazem parte do Executivo estadual, o que contraria a declaração do presidenciável Geraldo Alckmin.

    Um dos alvos da 1ª fase da operação foi o ex-presidente da Coaf Cássio Chebabi, que, em delação premiada, afirmou que o esquema beneficiava políticos e funcionários públicos. Ele informou também que a propina variava de 5% a 25% do valor dos contratos. Posteriormente, a máfia da merenda foi investigada ainda por uma CPI na Assembleia Legislativa e também chegou a ser alvo de protestos de estudantes.

    Um dos ex-colaboradores da Coaf disse que estava sendo ameaçado e pediu uma sessão reservada na CPI. Entre os citados na máfia da merenda estavam: Fernando Capez, então presidente da Alesp; o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Alckmin Luiz Roberto dos Santos; o lobista Marcel Ferreira Júlio; o deputado federal Baleia Rossi (MDB); e o então secretário de Transportes, Duarte Nogueira (PSDB).

    GUILHERME BOULOS

    “Hoje quem tem menos no Brasil paga mais, super rico não paga. Quem tem um carro paga imposto: IPVA. Quem tem um jatinho, um helicóptero, não paga nada”

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    A declaração é #FATO. Veja o porquê: Atualmente a Constituição permite apenas a cobrança do imposto de propriedade de veículos automotores, o IPVA.

    Em uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 293/2004) que tramita na Câmara Federal para alterar o Sistema Tributário Nacional está inclusa a medida para que o IPVA também seja cobrado para veículos aéreos e aquáticos, que são isentos do imposto.

    “O investimento no Fies é maior do que nas universidades públicas”

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    A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento, estão previstos R$ 17,7 bilhões para investimento na Concessão de Financiamento Estudantil (Fies) em 2018. Já na área de ensino superior, esse montante é de quase R$ 30 bilhões neste ano.

    Nesses gastos, foram incluídos investimentos não apenas na rubrica “Funcionamento de Instituições de Ensino Superior”, de R$ 4,7 bilhões, como também a construção de novos edifícios na expansão de campus, bolsas de auxílio para a permanência de estudantes e fomento às ações de graduação, pós-graduação, ensino, pesquisa e extensão, entre outros.

    HENRIQUE MEIRELLES

    “Eu como ministro da Fazenda tomei como primeira medida cobrar do BNDES R$ 100 bilhões, que foram devolvidos ao Tesouro Nacional, dos R$ 500 bilhões que tinham sido emprestados pelo governo anterior”

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    A declaração é #FATO. Veja o porquê: Duas semanas após assumir o Ministério da Fazenda, em 24 de maio de 2016, Meirelles anunciou com o presidente Michel Temer um pacote de medidas de corte de gastos e estímulo econômico, incluindo a devolução de R$ 100 bilhões pelo BNDES. O montante foi pago pelo banco em dezembro daquele ano e era equivalente a 18,7% da dívida de R$ 532 bilhões do BNDES com o Tesouro Nacional.

    “Quando eu fui presidente do Banco Central, eu paguei a dívida do Brasil ao FMI, que tinha 20 anos”

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    #NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: Apesar de Meirelles ocupar o cargo de presidente do Banco Central na ocasião em que o Brasil pagou antecipadamente empréstimo obtido junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), não é possível atribuir a iniciativa exclusivamente ao atual candidato do MDB à Presidência. À época, a decisão de quitar a dívida foi tomada em conjunto pelo então presidente do Banco Central com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    As parcelas finais de um empréstimo de US$ 41,75 bilhões, que havia sido contraído em 2002 junto à entidade multilateral, foram pagas de maneira antecipada em dezembro de 2005 – terceiro ano do governo Lula. Na ocasião, o governo brasileiro desembolsou US$ 15,57 bilhões para quitar a dívida que restava ser paga em 2006 e 2007.

    A antecipação do pagamento das parcelas da dívida com o FMI foi possível porque, em 2005 e 2006, o Brasil registrou superávits históricos na balança comercial em razão da desvalorização do Real frente ao dólar e do aumento das exportações, especialmente, por conta do boom das commodities no mercado internacional.

    Em 2005, o superávit da balança comercial foi de US$ 44,757 bilhões. No ano seguinte, o superávit foi ainda maior, de US$ 46,007 bilhões.

    A decisão da equipe econômica do governo Lula – da qual Meirelles fazia parte – se deu principalmente porque havia disponibilidade de dólares no Brasil em razão do saldo positivo da balança comercial.

    MARINA SILVA

    “Hoje, a maioria dos que estão no palanque do governador Alckmin estava no palanque da Dilma”

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    #NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: A coligação que apoia Geraldo Alckmin tem nove partidos (PSDB, PTB, PP, PR, DEM, Solidariedade, PPS, PRB e PSD). Destes, quatro estavam no palanque de Dilma em 2014: PP, PR, PRB e PSD. Ou seja, não representam a maioria.

    “O Brasil está estacionando em termos de desenvolvimento humano. E quando se trata de desigualdade social, nós perdemos e caímos 17 posições”

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    A declaração é #FATO. Veja o porquê: De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado mundialmente em 14 de setembro, o Brasil apresentou variação positiva de 0,001 no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2017 sobre 2016, indo de 0,758 para 0,759. Em 2015, o IDH foi de 0,757. Isso, contudo, não foi suficiente para que o país saísse da 79ª posição no ranking de 189 países. Segundo o mesmo levantamento, o Brasil caiu 17 posições no quesito desigualdade.

    “40% dos lares brasileiros [são] liderados por mulheres”

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    A declaração é #FATO. Veja o porquê: A proporção de lares comandados por mulheres no país chegou a 40,5% em 2015, de acordo com a última edição do estudo “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça”, do Ipea, divulgado em março de 2017. Segundo o instituto, esse percentual era de 22,9% em 1995. Entre as regiões brasileiras, a Nordeste é a que tem a maior participação de mulheres no comando dos lares, com 42,9%, enquanto o Sul apresenta a menor, com 36,9%. O levantamento do Ipea tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE.

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    Fonte: G1

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